Couto Pereira deixou de ser uma vantagem? Coritiba volta a tropeçar em casa no Brasileirão

Coritiba precisa voltar a se encontrar em casa no Brasileirão. Foto: Divulgação / Coritiba

Derrota de virada para o Mirassol reforça um contraste que chama atenção na campanha do Coritiba: o time tem pontuado mais longe de Curitiba do que diante da própria torcida

O Couto Pereira sempre foi tratado como uma força do Coritiba. A torcida perto do campo, o estádio cheio e a pressão sobre quem vem de fora fazem parte da relação do clube com sua casa. Só que, neste Brasileirão, essa vantagem não tem aparecido como o esperado.

Neste domingo (6), o Coxa perdeu por 2 a 1 para o Mirassol, de virada, pela 26ª rodada. Pedro Rocha abriu o placar aos 15 minutos do segundo tempo, mas a vantagem durou pouco. Três minutos depois, Gustavo Mosquito empatou. Aos 38, Bruno Santos marcou o gol da virada. A derrota encerrou uma sequência de quatro partidas sem perder do Alviverde.

O resultado chama atenção não apenas por interromper o bom momento do Coritiba. Depois de 13 jogos em casa e outros 13 como visitante, o time soma 18 pontos no Couto e 19 longe dele. O Coxa está entre os melhores visitantes do campeonato, enquanto ocupa apenas a 16ª posição quando o recorte considera somente os jogos como mandante.

É um contraste difícil de ignorar.

O Coritiba tem encontrado respostas longe de casa

A dificuldade no Couto não começou contra o Mirassol. Antes mesmo da pausa para a Copa do Mundo, melhorar o desempenho dentro de casa já era um dos pontos a serem trabalhados pelo Coritiba. O time até conseguia evitar derrotas, mas acumulava empates que impediam um aproveitamento melhor como mandante.

E isso chama ainda mais atenção quando olhamos para a campanha como um todo.

O Coritiba chegou à rodada na sétima colocação, com 37 pontos, depois de vencer Remo e Corinthians e completar quatro jogos sem perder. Ou seja, não estamos falando de um time que não consegue competir. O Coxa já mostrou ao longo do campeonato que tem condições de buscar resultados.

A questão é que isso tem acontecido até mais vezes longe de Curitiba.

Contra o Mirassol, mais de 26 mil torcedores foram ao Couto e viram uma partida equilibrada ganhar outro ritmo no segundo tempo. O Coritiba conseguiu sair na frente, mas a reação do adversário foi rápida. Pouco depois do primeiro gol, o placar já estava empatado, antes da virada nos minutos finais.

Do outro lado estava um Mirassol que também precisava de uma resposta. A equipe não vencia havia cinco partidas no Brasileirão e estava há quase cinco meses sem ganhar como visitante. A última vitória longe de casa havia acontecido em abril, contra o Internacional.

Por isso, o resultado pesa um pouco mais. Um adversário que vinha encontrando dificuldades justamente fora de casa conseguiu no Couto os três pontos que precisava para ganhar fôlego no campeonato.

Fazer o Couto pesar novamente

Talvez a questão não seja simplesmente dizer que o Coritiba joga mal em casa. Os números mostram algo mais curioso: o time tem conseguido encontrar respostas fora que nem sempre aparecem no Couto.

Longe de Curitiba, o Coxa já mostrou que sabe competir e pontuar. Em casa, onde naturalmente existe uma expectativa maior para assumir o jogo e aproveitar o apoio da torcida, os resultados não têm acompanhado essa força.

E a oportunidade para mudar esse cenário chega rápido.

Na sexta-feira (11), o Coritiba recebe o Athletico no Couto Pereira para o Atletiba. Um clássico que já teria peso por si só, mas que ganha mais um ingrediente depois da derrota deste domingo.

O Coritiba já mostrou que consegue buscar pontos longe de casa. Agora, se quiser dar um passo a mais no Brasileirão, precisa fazer com que jogar no Couto também volte a representar uma vantagem.

Porque a torcida continua presente. O ambiente continua sendo diferente. Falta transformar tudo isso em pontos