Fiji Pro 2026 começa nesta terça com dez brasileiros na disputa

Matheus Herdy compete no primeiro round da etapa; Ítalo Ferreira cai na água como líder do ranking mundial de surfe

Etapa localizada no arquipélago do Fiji está no calendário regular da WSL desde 2024. Foto: Ed Sloane/Word Surf League

Começa nesta terça-feira (25), em Fiji, a etapa de Cloudbreak do Circuito Mundial de Surfe da WSL. Dez brasileiros participam da competição no país da Oceania, entre eles Ítalo Ferreira, atual número um do mundo no surfe, e o tricampeão Gabriel Medina, que venceu o evento em 2014 e 2016.

O Fiji Pro é a oitava etapa do Championship Tour da WSL neste ano e está marcado para iniciar às 16h30, pelo horário de Brasília, com janela de baterias até o dia 4 de setembro. Neste primeiro dia, o brasileiro Matheus Herdy enfrenta o australiano Jarvis Earle; os outros representantes da ‘Brazilian Storm’ competem na segunda rodada.

As ondas fijianas

Localizado no Pacífico Sul, o pico de Cloudbreak fica próximo de Tavarua, uma ilha em formato de coração no arquipélago de Fiji, e é conhecido como ‘reef break’, nomenclatura dada quando as ondas se quebram sobre um recife. No caso de Cloudbreak, o fundo é formado por corais. O local tem como características ondas fortes, longas e propícias para a formação de tubos. A organização do evento também pode utilizar Restaurants, outro pico da região, caso as condições sejam mais favoráveis.

O Fiji Pro entrou no calendário da World Surf League em 1999. Como não foi disputado regularmente, foi retirado do circuito da WSL em 2017 e retornou em 2024. Os brasileiros Gabriel Medina e Yago Dora já foram campeões nas águas de Cloudbreak. Medina venceu em duas oportunidades, uma delas em 2014, ano em que se sagrou campeão mundial. Já Yago Dora venceu a WSL Finals em 2024, evento que definiu o campeão da temporada.

As últimas previsões para a região de Cloudbreak apontaram condições de ondas mais lentas e menores para o início do campeonato na terça-feira, mas, ainda segundo a previsão, a partir de quarta-feira (26), o evento pode ter ondas maiores, que variam de 2,5 a 3 metros de altura.

O número um do mundo quer vencer em Fiji

Ítalo Ferreira chega com uma motivação a mais para a etapa em Fiji. Atual número um do mundo, quer defender sua posição e conquistar uma vitória inédita em Cloudbreak. Em entrevista à Gazeta Esportiva, Ítalo projetou sua presença no evento.

“Fiji já era uma das etapas que eu tinha na minha lista de lugares do mundo onde adoraria vencer e que pode representar uma grande oportunidade neste momento. Mas também mantenho os pés no chão e o objetivo de fazer, claro, um bom resultado, independentemente da vitória”.

Vivendo um bom momento na temporada, Ítalo Ferreira foi campeão na Nova Zelândia e reassumiu o primeiro lugar depois de ser eliminado nas semifinais por Seth Moniz na última etapa, no Taiti. Moniz se sagrou vencedor do evento. Ítalo busca o bicampeonato mundial, depois da vitória em 2019 e dos vices em 2022 e 2024.

Vindo de uma lesão na região lombar, sofrida justamente no Taiti, Ítalo Ferreira mudou seu planejamento pensando no Fiji Pro. Segundo a apuração do UOL, ele fez um período intenso de recuperação e preparação física na Califórnia antes de viajar para a Oceania.

Ítalo comentou sobre a exigência física que as ondas de Fiji proporcionam para os atletas.

“Fiji é uma onda que realmente vai te exigir um pouco mais do que o Taiti, onde você só pega um tubo e sai da onda. Em Fiji você tem uma onda extensa, uma onda que te proporciona manobras e tubos, então tenho muito mais movimento de rotação e inclinação da lombar, mais tensão ali naquela área”, disse o brasileiro ao portal UOL.

Surfista Ítalo Ferreira agachado sobre a prancha enquanto atravessa o interior de um tubo.
Ítalo Ferreira busca vitória inédita em Cloudbreak para embalar busca do bicampeonato. Foto: Ed Sloane/Word Surf League

Brasileiros caem na água já nesta terça-feira

As baterias de Cloudbreak já foram definidas anteriormente, com Matheus Herdy sendo o único brasileiro no Round 1. Confira os confrontos:

Round 1

  • Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)
  • Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)
  • Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)
  • Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS)

Round 2

  • Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)
  • Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)
  • Yago Dora (BRA) x vencedor da bateria 3 do Round 1
  • Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)
  • João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)
  • Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor da bateria 2 do Round 1
  • Liam O’Brien (AUS) x Callum Robinson (AUS)
  • George Pittar (AUS) x Jake Marshall (EUA)
  • Ítalo Ferreira (BRA) x vencedor da bateria 1 do Round 1
  • Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)
  • Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
  • Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (IND)
  • Miguel Pupo (BRA) x vencedor da bateria 4 do Round 1
  • Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)
  • Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)
  • Gabriel Medina (BRA) x Joel Vaughan (AUS)

Luana Silva é a representante brasileira na competição feminina.