Aposentadoria de Jamie Murray marca o fim de uma era nas duplas do tênis

Primeiro britânico no topo do ranking de duplas deixa lacunas na modalidade ao se despedir das quadras

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de construir um grande legado no tênis mundial, o duplista Jamie Murray anunciou oficialmente sua aposentadoria do esporte através das suas redes sociais. A trajetória de 36 anos em atividade fez com que ele chegasse ao topo do mundo.

Irmão mais velho de Andy Murray, Jamie construiu um dos melhores currículos do tênis de dupla. Ao todo, foram sete títulos de Grand Slam, 34 troféus na ATP e 4 medalhas olímpicas. O primeiro britânico a atingir o primeiro lugar no ranking mundial de duplas em 2016, ele foi peça fundamental na conquista da Copa Davis de 2015 da Grã-Bretanha.

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A sua conexão com o tênis brasileiro sempre chamou a atenção no circuito. Sua melhor fase da carreira foi ao lado do mineiro Bruno Soares, com quem conquistou 12 troféus; a parceria de sucesso resultou no título do US Open e Australian Open de 2016, além do Masters 1000 de Cincinnati em 2018.

“Para mim, é uma honra poder compartilhar tantos destes momentos com ele. Dentro e fora das quadras, Jamie tem sido um dos meus melhores amigos no circuito”, disse Bruno Soares, se despedindo do ex-parceiro para o site da ATP. e completou: “Me sinto honrado e privilegiado por poder compartilhar tantos momentos bons com ele”.

Sua última partida oficial foi disputada no torneio em que ele mais venceu, US Open, ao lado do croata Ivan Dodig. A dupla foi derrotada justamente pelo Brasil, caindo na estreia para Marcelo Melo e Rafael Matos.

O escocês de 40 anos se despediu no dia 15 de abril, declarando se sentir “abençoado por tudo o que o tênis o proporcionou”, e completou com entusiasmo que quer entrar no mundo real e construir novos projetos fora do circuito profissional.

O especialista em duplas deixa lacunas importantes no tênis, tanto no âmbito esportivo, quanto no comercial. Os torneios de duplas constantemente lutam por espaço na mídia e nas quadras, perder Murray significa perder uma das “grifes” da modalidade, ele não só garantia arenas cheias e transmissões em quadras principais, como também era visto como um dos maiores ídolos britânicos.

O tênis moderno perde um dos atletas com mais leitura de jogo, cobertura de rede, e transição rápida. Além disso, Murray foi uma das vozes mais ativas do esporte, defendendo melhores premiações para os duplistas e calendários melhores para a modalidade, por exemplo.

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Por fim, Ivan Dodig precisará buscar um novo parceiro para o restante da temporada. O circuito agora acelera seu processo de renovação para suprir a ausência de Jamie.