Jogo das Estrelas da LBF deixa legado de valorização ao basquete feminino em Campinas

Evento reuniu atletas, homenagens, ações sociais e disputas que marcaram a edição de 2026

Foto: João Pires/LBF

O ginásio do Tênis Clube de Campinas foi o palco do Jogo das Estrelas da Liga de Basquete Feminino nacional no último domingo (14). O evento foi marcado por uma festa linda cheia de competitividade, história e valorização das próximas gerações.

O jogo das estrelas, mais do que servir basquete feminino e interação com o público, consolidou a LBF como uma liga que atrai talentos internacionais de primeira linha, além de ser vitrine e ponte de desenvolvimento para as atletas brasileiras.

Com entrada franca, a torcida preencheu as arquibancadas e colaborou com a arrecadação de alimentos não perecíveis, destinados ao Banco Municipal de Alimentos de Campinas.

Estreias marcantes

O evento marcou a primeira participação de Érika de Souza como nova presidente da LBF em um All-Star Game. Uma das maiores atletas da história do basquete feminino agora assume o comando da liga até 2030.

Ao lado dela, fortalecendo o momento de alinhamento, o presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e vice-presidente da FIBA, Marcelo Sousa, também marcou presença.

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Foto: João Pires/LBF

Com a apresentação na voz de Joseph Henrique, a cobertura também teve estreias marcantes. Em entrevista à ORB SPORTS, a atleta e comunicadora Mariane Carvalho abriu o jogo sobre a sua experiência.

“Foi diferente acompanhar o evento olhando com olhos de jornalista, mas fiquei muito feliz, pois tenho uma certa intimidade com muitas jogadoras ali, então foi fácil passar isso pro público. Foi minha primeira oportunidade como repórter de quadra, mas a Branca, Gui Maia e João Ferreti me acolheram e me deram muito espaço pra ser eu mesma”, declarou Nany.

Meninas do Pro Basquete integram Clínica de Basquete Social

Abrindo a programação, 62 meninas do projeto Pro Basquete participaram da clínica de basquete social infanto-juvenil. A atividade foi comandada por Helen Luz, madrinha do projeto, e Octavio Lafiaccola, professor do Pro basquete. Além disso, Babi Honório, Fábio Appolinário, Rodrigo Galego, Raphael Zaremba e Leandro Leal, técnicos de times da LBF, também participaram do treino com uma roda de conversa.

Foto: João Pires/LBF

A ação busca promover o desenvolvimento da base e impulsionar os sonhos de novas atletas.

O desafio de habilidades

O primeiro desafio disputado foi o de habilidades, onde 10 atletas indicadas pelos clubes competiram em duelos de chaves eliminatórias, percorrendo um circuito que exigia técnica, velocidade e precisão na quadra.

A final foi decidida entre Iza Nicoletti, do Unimed Campinas, e Débora Costa, do Sesi Araraquara. Superando a campeã de 2018, Iza Nicoletti chegou alguns segundos à frente da adversária, levando o título para casa e inflamando a torcida.

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Foto: João Pires/LBF

A atleta da casa não era cotada para esse desafio, mas acabou substituindo sua companheira de time, Tássia, que está em processo de recuperação de lesão.

Participantes: Mia Hopkins (Sport), Débora (Sesi Araraquara), Anna Paula (Maringá), Argueta (Cerrado), Cherry (Sampaio), Crawford (Sodiê), Maite (São José), Maria Albiero (Santo André), Nazinha (Salvador) e Iza Nicoletti (Campinas).

O desafio de 3 pontos

Na sequência, o desafio de 3 pontos contou com 8 atletas, selecionadas por aproveitamento de bolas de 3 na temporada (com mínimo de 40 tentativas até dia 18 de maio), além da atual campeã. Cada jogadora teve 70 segundos para completar o circuito de 25 bolas distribuídas em cinco estações (uma, escolhida por cada competidora, valia 2 pontos).

A decisão, entre as duas melhores pontuadoras, Tássia Carcavalli e Julia Letty, ambas do Unimed Campinas, que marcaram 20 pontos na fase classificatória. Tássia, vencedora de 2018 e 2019, levou a melhor e garantiu o seu tricampeonato.

A ala/armadora superou o recorde de Karla Costa, que era de 22 pontos, e comemorou com os aplausos da torcida.

Foto: João Pires/LBF

Participantes: Luana (Santo André), Jaqueline (Santo André), Jennifer (Maringá), Sassá (Cerrado), Muñoz (Sampaio), Bea Oliveira (Cerrado), Julia Letty (Campinas) e Tássia (Campinas).

Rainha da quadra

No último desafio individual, o rainha da quadra, nove atletas se enfrentaram em duelos de 1×1 em meia quadra, onde ganhava quem chegasse a 5 pontos primeiro dentro dos trê minutos estabelecidos, seguindo as regras do basquete 3×3.

Foto: João Pires/LBF

O confronto final foi entre Manu Rios, do Sampaio Corrêa, e Clarke, do Sodiê Mesquita. Em uma disputa acirrada, Rios se tornou a rainha da quadra da edição de 2026.

Mia Hopkins, que era atual campeã, não conseguiu defender o seu título. O rainha da quadra ainda contou com a ausência do time Sesi Araraquara, que seria representado por Débora. A atleta desistiu, visando se poupar para os playoffs da LBF.

Participantes: Luana (Santo André), Iza Nicoletti (Campinas), Nazinha (Salvador), Maite (São José), Manu Rios (Sampaio), Bea Oliveira (Cerrado), Clarke (Sodiê), Anna Paula (Maringá) e Mia Hopkins (Sport).

Jogo das Estrelas: Brasil x Mundo

Para encerrar, o time LBF Brasil derrotou o LBF Mundo no Jogo das Estrelas. O confronto entre as melhores atletas da temporada presenciou a vantagem brasileira em todos os quartos. O clima de descontração no ginásio coroou a atuação cheia de lances plásticos e transições rápidas do All-Star Game, que terminou com a parcial de 80-67 para as campeãs.

A pivô Letícia Cesário, do Unimed Campinas, foi a MVP da partida, somando 19 pontos, oito rebotes e duas assistências para o seu destaque.

Foto: João Pires/LBF

Participantes:

Time Mundo – Anna Paula, Crawford, Cherry, Manu Rios, Clarke, Muños, Zayas, Maite, Mia Hopkins e Argueta.

Time Brasil – Ray Sant’Anna, Marcella, Sassá, Lays, Gi Rocha, Nicoletti, Aline Moura, Gabi Guimarães, Débora, Letícia Cesário, Tássia e Bea Oliveira.

Técnicos – Rodrigo Galego e Raphael Zaremba x Babi Honório e Fábio Apolinário

Arbitragem – Carol Galvão, Rebeca Pockel e Júlia Beserra

A voz de quem viveu

Uma das atletas que mais atuou no domingo foi a armadora Bea Oliveira, do Cerrado Basquete. Em sua terceira participação pelo Jogo das Estrelas, ela defendeu o Time Brasil no jogo principal, além de encarar o Desafio de 3 pontos e o Rainha da quadra.

“Ser selecionada para fazer parte desse evento é sempre muito gratificante, essa interação engrandece ainda mais a experiência. Cada ano que passa, a LBF vem inovando trazendo mais novidades fazendo com que essa festa fique cada vez mais atrativa e que a gente consiga fazer com que mais pessoas torçam pelo basquete feminino. Acho também importante as ações com as crianças para que se possa vir mais meninas para praticar nossa modalidade. Enfim, eu me senti muito feliz e lisonjeada nesse grande dia”. Destacou Bea à Orb Sports, celebrando a oportunidade e a evolução do evento e da modalidade”.

Homenagens e presenças especiais

Maria Helena Cardoso, uma das maiores lendas do basquete feminino, foi homenageada pela LBF. Ao lado de Heleninha, ela comandou a equipe vitoriosa do Unimed Campinas na década de 1990, conquistando títulos e mobilizando a cidade.

Foto: João Pires/LBF

Heleninha, que faleceu em 2013, é sempre mencionada em memória, evidenciando o legado construído ao lado de Maria Helena, que juntas levaram o nome do basquete ao topo.

Antônio Carlos Vendramini também recebeu homenagem em quadra pelo impacto histórico que teve no basquete feminino. Um dos técnicos mais vitoriosos da modalidade, ele teve leu legado mencionado.