Tendo se despedido com uma vitória caseira ante ao Atlético-MG em São Januário pelo Campeonato Brasileiro no último domingo (31), o Vasco passará toda a pausa para a Copa do Mundo dentro da zona de rebaixamento do torneio nacional.
Uma leitura sobre os objetivos traçados para a equipe no primeiro semestre de temporada evidencia que a diretoria deve considerar o período de tempo como sendo marcado por fracasso.
Brasileirão como prioridade
Campeonato Brasileiro como máxima prioridade: assim foi definido de forma pública por personagens como Fernando Diniz e Renato Gaúcho. Vindo de ano com luta contra o rebaixamento em 2025, o Vasco havia definido que em 2026 o objetivo máximo seria obter campanha estável na principal competição nacional que disputa.
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Um início com apenas um ponto conquistado de 12 possíveis em quatro partidas foi suficiente para causar a demissão de Fernando Diniz. Seu substituto, Renato Gaúcho, deu a volta por cima e, nos primeiros quatro jogos disputados obteve dez pontos de doze possíveis.
Se a sobrevida garantida por Renato com esses resultados num curto prazo trouxe uma falsa sensação de estabilidade, a sequência subsequente, com apenas quatro pontos de 12 possíveis, tornou a dar gosto amargo na boca do torcedor.
O empate contra o Flamengo e a vitória contra o Athletico deram nova sobrevida à relação do treinador com a torcida mas após as derrotas vexatórias para Internacional, Bragantino e Atlético-MG, a relação desandou completamente e Renato passou a ser alvo de vaias do torcedor em São Januário.
Sul-Americana preterida na escala de prioridades
Uma marca desse projeto esportivo do Vasco para o primeiro semestre foi a subestimação da Copa Sul-Americana. Das seis rodadas totais, em apenas um jogo o Vasco usou o time considerado titular, que foi na vitória sobre o Barracas Central pela última rodada.
Conforme a estratégia de priorizar o Campeonato Brasileiro, a Sul-Americana foi deixada de lado em todos os sentidos: desde poupar jogadores até a Renato não viajar para jogos fora e enviar auxiliares técnicos.
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Essa última questão, inclusive, inferiu em punição sofrida por Vasco e Renato, fazendo com que ele ficasse suspenso das partidas contra Olímpica (casa), Audax Italiano (fora) e Olímpia (fora).
O saldo final dessa postura foi uma classificação em segundo lugar no grupo G, ficando atrás do Olímpia por dois pontos. Com isso, ao invés de avançar às oitavas de final da Sul-Americana, o Vasco disputará playoffs, onde terá pela frente o Independente Rivadavia, que veio da Copa Libertadores. Avançando, torna a enfrentar o Olímpia, desta vez pelas oitavas de final.
Copa do Brasil em momento alheio à demais competições
Até este momento da temporada o Vasco disputou apenas uma fase da competição, que foi a de 16 avos de final. Nesta, eliminou o Paysandu após uma vitória no jogo da ida, no Pará e um empate no jogo da volta, em casa.
Em sorteio realizado na reta final de maio, foi definido que o Vasco enfrentará o Fluminense nas oitavas de final, cuja disputa está marcada para após a pausa da Copa do Mundo.
Saldo final do semestre
É possível constatar que houve um erro crasso de planejamento pela diretoria do Vasco já que, mesmo focando no Campeonato Brasileiro, o cruzmaltino entrega uma performance de zona de rebaixamento para a pausa da Copa do Mundo.
Se na Sul-Americana o tratamento era de desdém, mesmo assim teria sido prudente garantir a classificação em primeiro no grupo, visando evitar a disputa dos playoffs e economizar datas e desgaste com viagem.
Problemas de montagem de elenco de estipulação de estratégias são notórios com relação à diretoria do cruzmaltino.

