Goleada não esconde desafios da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo

Entradas dos reservas transformam a partida e ampliam opções para Carlo Ancelotti

Foto: Nelson Terme/ CBF

Neste domingo (31), a Seleção Brasileira venceu o amistoso contra o Panamá por 6 a 2, no jogo que marcou o último jogo do Brasil em solo brasileiro antes da Copa do Mundo. A seleção entrou em campo carregada de expectativas, as vésperas de uma Copa do Mundo, e após o jogo deixou uma mistura de sensações nos torcedores apesar do largo resultado.

Início morno

O Brasil começou o jogo impondo o ritmo de festa que estava transbordando do Maracanã, no primeiro minuto de jogo, Vinicius Júnior acertou um chutasso de fora da área pra abrir o marcador. E não parou por aí, os primeiros 15 minutos da Seleção Brasileira foram muito intensos, pressionando em linhas altas e tentando sair em velocidade com os 4 atacantes, empurrando a defesa panamenha para trás.

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O banho de água fria chegou com o gol de empate do Panamá, em uma cobranças de falta, que desviou na barreira e matou o goleiro Alisson. Após o gol, o ritmo do jogo abaixou drasticamente, poucas chances criadas e o Panamá se sentindo confortável com o jogo, arriscando de fora da área com o jogo em temperatura bem morna.

O Brasil só voltou a liderança no placar depois de uma jogada individual de Vinicius Júnior, que cruzou na área para Casemiro desviar pro fundo das redes e reinflamar a torcida brasileira.

Observando os números, vemos um equilíbrio em todos os sentidos entre as equipes. 52% de posse de bola para o Panamá, 8 finalizações para cada, com 4 chutes no gol e 252 passes do Brasil contra 282 da seleção panamenha.

Reservas mudam panorama

No segundo tempo, a história mudou bastante. O técnico Carlo Ancelotti trocou quase todos os jogadores no intervalo, e mudou completamente o ritmo da seleção e do estádio, a entrada de jogadores como Rayan e Endrick ferveram a torcida brasileira.

E não demorou pra que as trocas surtissem efeito, aos 53 minutos, Igor Thiago marcou pressão o goleiro Mosquera, que entregou a bola de presente para o Rayan marcar seu primeiro gol com a camisa amarela do Brasil. Sete minutos depois, uma bela jogada feita pelo Danilo, volante do Botafogo, para Lucas Paquetá pisar na área batendo pro gol e instaurar a goleada no placar.

E como se não bastasse, apenas três minutos depois, Igor Thiago protagoniza uma belíssima jogada e sofreu pênalti, ele mesmo foi para a cobrança e deslocou o goleiro pra deixar sua marca. E a Seleção Brasileira não cansou de marcar gols, Paquetá fez um belo lançamento para encontrar Danilo infiltrando na área, que deixou o marcador no chão para fazer o sexto gol da seleção canarinho.

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O Panamá até diminuiu com uma grandiosa finalização de fora da área de Carlos Harvey, sem chances de defesa pro goleiro Ederson que substituiu Alisson na segunda etapa, mas a seleção panamenha não representou mais perigo, finalizando a despedida da seleção em solo brasileiro em 6 a 2.

Quando olhamos os números da segunda etapa e comparamos com os documentos primeiro tempo vemos uma diferença muito grande. São 11 chutes do Brasil contra 8 do Panamá, tendo 5 grandes chances criadas, 60% de posse de bola, 316 passes contra 194 do Panamá.

A síntese do jogo

Quando observamos toda a história deste amistoso, podemos tirar algumas conclusões sobre a seleção brasileira com relação a desempenho, e principalmente, expectativas para a Copa do Mundo.

Durante o primeiro tempo, o Brasil sofreu pra infiltrar na defesa do Panamá, vimos um jogo muito morno na primeira etapa, sem muitas chances criadas e um estilo de jogo que não surtiu o efeito esperado pelos torcedores.

Embora as expectativas para o jogo estivessem altas, a demonstração do Brasil foi correspondente com o futebol apresentado durante todo o ciclo, e principalmente, durante a era Carlo Ancelotti. É visível que ainda existe um longo caminho para que a seleção demonstre um futebol próximo as principais seleções do mundo, como França, Espanha, Portugal, etc.

Apesar da demonstração não muito impressionante dos titulares, o que realmente chamou a atenção foram os reservas, que entraram no segundo tempo. Rayan, Igor Thiago, Danilo e Paquetá marcaram seus gols e entraram bem no jogo, colocando boas dúvidas na cabeça do técnico. Vale lembrar que a Seleção Brasileira não contou com jogadores como Marquinhos, Gabriel Magalhães, e Gabriel Martinelli, que disputaram a Final da Champions League no último sábado.