Luis Enrique analisa título histórico do PSG na Champions e fala da filha

Luis Enrique volta a conquistar a Champions League após 10 anos

Técnico celebra conquista inédita, destaca evolução do elenco jovem, elogia Dembélé e se emociona ao lembrar da filha após a final

Luis Enrique fez história neste sábado (31) ao comandar o Paris Saint-Germain na conquista do tão sonhado título da Champions League, com o maior placar já registrado em uma final da principal competição continental: 5 a 0 sobre a Internazionale, na Allianz Arena. No entanto, esta é a segunda Orelhuda do treinador espanhol, que já havia vencido o torneio com o Barcelona, na temporada 2014/15.

“Tentei manter a pressão baixa para um clube que nunca havia vencido a competição. A Inter é uma ótima equipe, mas fomos fantásticos na pressão. Todos os jogadores melhoraram nesta temporada, e o time também”, disse à Sky Sports.

O PSG conquistou a Champions sem suas antigas estrelas, mudando a mentalidade e apostando em um elenco jovem, com média de idade de 23,6 anos. Dembélé se destacou como um dos principais nomes da campanha. Curiosamente, Luis Enrique já o havia afastado em outra ocasião por indisciplina. Mesmo assim, o atacante deu a volta por cima, assim como todo o time, que quase foi eliminado ainda na fase de liga. O treinador destacou a atuação do atacante, que soube incomodar a defesa adversária e participou de dois gols.

“Nos preparamos muito bem para este jogo, para ser daquele nível. A equipe foi excelente. Pressionamos com muita intensidade. Ousmane Dembélé pressionou os zagueiros e goleiros constantemente. […] Nesta temporada, tivemos muitos jogadores jovens, e não é fácil. Muitos desses jogadores foram decisivos na final. Defensivamente, fomos bem. Dembélé mostrou sua liderança pela forma como defendeu”, pontuou.

Luis Enrique comemora seu segundo título de Champions usando a camisa da Xana Fundación (Foto: Divulgação/UEFA)

Luis Enrique lembra fala de títulos e filha

A trajetória de Luis Enrique até conquistar seu segundo título da Champions não foi nada fácil. O treinador espanhol enfrentou uma tragédia pessoal ao perder sua filha Xana, aos nove anos, vítima de câncer. Na comemoração, ele vestiu a camisa da “Xana Fundación”, instituto criado por ele para acolher crianças com doenças terminais, uma homenagem que relembrou a celebração ao lado da filha quando conquistou o torneio pelo Barcelona.

“Estou muito feliz. Foi muito emocionante no final, com a faixa da torcida para a minha família. Mas sempre penso na minha filha”, expressou.

O comandante parisiense relembrou que chegou falando sobre títulos. Além disso, reforçou o seu papel de conseguir controlar as emoções em uma grande decisão.

“Desde o primeiro dia, eu disse que queria ganhar troféus importantes, e o Paris nunca tinha vencido a Champions League. Conseguimos pela primeira vez. É uma sensação ótima fazer muita gente feliz. […] Um treinador precisa controlar as emoções. É preciso lidar com a pressão para ajudar os jogadores. Preparamos a final com a calma necessária para colocar a emoção no lugar certo. Agora podemos aproveitar; podemos levar o troféu de volta para Paris”, concluiu.