Philippe Coutinho não seguirá no Vasco. O meia de 33 anos pediu à diretoria a rescisão antecipada do contrato, que iria até junho, poucos dias depois da classificação para a semifinal do Campeonato Carioca. A decisão foi comunicada pelo estafe do jogador diretamente ao presidente Pedrinho e também ao técnico Fernando Diniz.
O pedido ocorre após semanas de críticas pelo desempenho em partidas decisivas. No último sábado (14), contra o Volta Redonda, em São Januário, Coutinho foi vaiado pela primeira vez desde o retorno ao clube. Substituído no intervalo, não voltou ao banco de reservas. Internamente, o episódio é tratado como ponto de ruptura.
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Mesmo com o desgaste externo, o clube vinha discutindo a renovação do vínculo até o fim da temporada. As conversas estavam em andamento no departamento de futebol quando o comunicado da saída chegou. Diniz ainda tentou convencer o camisa 10 a rever a posição, mas não houve mudança.
Nas redes sociais, o próprio jogador explicou a decisão e citou esgotamento mental. Disse que refletiu antes de tornar pública a escolha e reforçou a ligação afetiva com o clube.
“Eu pensei muito antes de escrever aqui. Pensei mesmo. Mas, pelo respeito, pelo carinho e pelo amor que eu tenho por vocês e por esse clube, eu senti que precisava vir aqui e falar de coração aberto. Eu escolhi voltar para o Vasco porque eu amo esse clube. Amo tudo que o Vasco representa na minha vida. Vestir essa camisa foi uma das escolhas mais importantes que eu já fiz. E, em cada treino, em cada jogo, eu dei o meu melhor. Sempre! Nunca faltou entrega, nunca faltou vontade e comprometimento. Ser julgado por inúmeras pessoas por algo que não faz parte do meu caráter é difícil demais”, explicou.
Em outro trecho, afirmou que não houve desrespeito à torcida ou ao elenco e que a decisão de não retornar ao banco no segundo tempo foi motivada pela saúde mental.
“Eu jamais desrespeitaria a torcida, meus companheiros e o Vasco. Nunca fiz isso em lugar nenhum por onde passei. Quem me conhece sabe disso. Naquele momento, na ida para o vestiário, eu senti e percebi que meu ciclo no clube tinha acabado, e eu não voltei para priorizar minha saúde mental. Isso dói muito. A verdade é que estou muito cansado mentalmente. Sempre fui muito reservado, então falar isso aqui não é fácil, mas eu preciso ser honesto. Minha relação com o Vasco é de amor. E vai continuar sendo para sempre. Com o coração apertado, eu entendo que agora seja o momento de dar um passo para trás e encerrar esse ciclo no Vasco. Eu sou grato por tudo que vivi aqui”, concluiu.
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A rescisão ainda depende de formalização contratual, mas o Vasco já trabalha sem contar com o camisa 10. No domingo (22), diante do Fluminense, pelo primeiro jogo da semifinal do Carioca, o meia não estará à disposição.

