São Paulo vence o Juventude, mas perde pênalti e é vaiado no Morumbi

São Paulo
Fotos: Fernando Alves/E.C.Juventude

Abrindo a noite desta terça-feira (21), o São Paulo recebeu o Juventude pela quinta fase da Copa do Brasil, no Morumbi.

O clima nas arquibancadas já não era dos melhores antes mesmo de a bola rolar. Durante a escalação, as vaias apareceram, principalmente quando o nome de Roger Machado foi anunciado.

A contratação do treinador segue sendo bastante contestada pela torcida tricolor. E ele não foi o único alvo: o diretor executivo também acabou lembrado em protestos mais pesados vindos das arquibancadas com um coro de “Rui Costa vai tomar no C#”.

A insatisfação do torcedor é compreensível, especialmente pela forma como ocorreu a troca de comando. Hernán Crespo vinha fazendo um bom trabalho, com o time na liderança do Brasileirão. Ainda assim, descontar toda a bronca em Roger Machado é injusto, afinal, ele é um profissional que apenas aceitou o cargo. O problema maior está nos dirigentes que conduzem o clube e quem tomou essa decisão.

Dentro de campo, o São Paulo tentou responder à pressão que vinha das arquibancadas, mas encontrou um adversário bastante faltoso. O Juventude travou o jogo com faltas constantes, em média, uma falta a cada quatro minutos. E o primeiro cartão amarelo só saiu aos 28’ minutos, depois de uma sequência de infrações e paralisações.

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Mesmo assim, o time da casa foi superior no primeiro tempo. Com cerca de 65% de posse de bola, controlou as ações, ocupou o campo ofensivo e melhorou sua dinâmica ao longo da etapa, com trocas de passes mais rápidas e maior mobilidade. As chances começaram a aparecer, e a defesa do Juventude foi exigida em diversos momentos.

O gol saiu aos 32’ minutos e, claro, com Luciano. O camisa 10 segue decisivo e já figura como o quarto maior artilheiro do clube em mata-matas, atrás apenas de Luis Fabiano, França e Raí.

Já o Juventude teve dificuldades para jogar. Sem volume ofensivo e pouco eficiente nos contra-ataques, praticamente não conseguiu ameaçar o São Paulo na primeira etapa.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações, mas com objetivos bem definidos. Pelo lado são-paulino, a missão era ampliar o placar após as chances desperdiçadas na primeira etapa; já o time gaúcho buscava o empate para levar a decisão para casa.

Logo no início, porém, o cenário mudou completamente. Aos 3 minutos, o lateral-esquerdo Diogo Barbosa foi expulso após um carrinho em Luciano, com confirmação do VAR.

Com um jogador a mais, o São Paulo tentou repetir a postura agressiva do primeiro tempo, apostando em troca de passes rápidas e organização, mas voltou a pecar nas finalizações.Mesmo com um a menos, o Juventude ainda ensaiou algumas saídas em contra-ataque e bolas longas, mas sem conseguir levar perigo real. A defesa tricolor, por sua vez, seguiu segura e praticamente não sofreu sustos.

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As chances de ampliar o placar apareceram com frequência, mas os erros no último passe e nas conclusões também se repetiram. Calleri, principalmente, desperdiçou oportunidades claras cara a cara com o gol, o que irritou tanto Luciano quanto a torcida.

A frustração aumentava justamente pelo fato de o time estar com um jogador a mais em campo. Aos 35’ minutos, os protestos voltaram a ecoar no Morumbi, desta vez motivados por uma substituição contestada. A saída de Luciano, que vinha sendo um dos mais intensos e participativos, não foi bem recebida, ainda mais para a entrada de André Silva, que segue sem conseguir corresponder desde que voltou de lesão.

O roteiro seguiu o mesmo: o São Paulo rodava a bola na entrada da área, mas esbarrava nos próprios erros. Até que, após revisão do VAR, o árbitro marcou um pênalti. Na cobrança, aos 45’ minutos, Calleri teve a chance de matar o jogo, mas parou em Pedro Rocha, que fez grande defesa, aliás, um dos destaques da partida.

Depois do pênalti perdido, o time sentiu o golpe. Ficou mais apático, perdeu intensidade e já não mantinha o mesmo ritmo. A torcida, impaciente, não esperou o apito final para manifestar sua insatisfação, mesmo com a vitória por 1 x 0.