Palmeiras resiste a pressão, bate Bahia fora de casa e se isola na liderança do Brasileirão

Abel ajustou o time com as substituições, e gol contra de Mingo aos 89 minutos decidiu o jogo na Fonte Nova

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Neste domingo (5), no estádio Fonte Nova, Bahia e Palmeiras se enfrentaram pela décima rodada do Brasileirão. O jogo terminou com uma vitória do time alviverde por 2 a 1, resultado que consolidou o time ainda mais na liderança do campeonato. Com isso, o Verdão estaciona no topo da tabela com 25 pontos em 10 jogos, cinco de diferença pro vice-líder São Paulo, que goleou o Cruzeiro por 4 a 1 no último sábado (4).

A estratégia de Rogério Ceni e os ajustes de Abel

O primeiro tempo do jogo em especial foi marcado principalmente pela intensidade física, faltas, e um jogo muito estudado com poucas oportunidades de gol. Mesmo nessas condições o Bahia se mostrou superior, tendo maior posse de bola e ocupando principalmente a área defensiva do Palmeiras durante quase todo o primeiro tempo.

O sistema tático do técnico Rogério Ceni anulou as principais armas de criação de jogadas palmeirenses. O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, entrou com um sistema 4-4-2, onde os meias abertos John Arias e Allan caiam por dentro e abriam espaço para a subida dos laterais, isso aumentaria as possibilidades de triangulações pelo corredor central do campo, se aproveitando dos atacantes que flutuam muito, e da margem pra jogadas em profundidade com a subida dos laterais.

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Mas na realidade não foi assim que funcionou, o sistema do Bahia previu essas jogadas e reforçou a marcação no corredor central, anulando as chances de triangulações e forçando o Palmeiras a ficar no campo defensivo aplicando uma marcação alta após a perda da bola. E foi efetivo, visto que o Bahia ganhou 60% dos duelos no primeiro tempo. Com isso o alviverde ficou refém da tentativa de abrir as jogadas com os laterais, usando as pontas, encontrando-os em situações de um contra um com os laterais do tricolor, que ganharam a maioria das disputas.

Mesmo com o exímio trabalho defensivo e o domínio sobre o jogo, o Bahia foi pouco criativo no setor ofensivo, criando poucas oportunidades de gol mesmo tendo maior número de posse de bola, sendo 58% de posse a 42% do Palmeiras, e finalizações, sendo sete contra apenas três do alviverde, mas apenas uma acertou o gol palmeirense.

O gol do Palmeiras no primeiro tempo só saiu quando o Abel Ferreira inverteu o posicionamento dos pontas e dos laterais, fazendo com que, quem fosse lançado na ponta e ficasse em uma situação de um-contra-um fosse John Arias, camisa 11 do Palmeiras, que com muita qualidade tabelou com “Flaco” López e marcou um belíssimo gol.

Domínio do Bahia não se converte em resultado

No segundo tempo, o cenário não mudou: domínio do Bahia. O time continuou o trabalho de pressão pós-perda e conseguiu ser eficiente na construção de jogadas ofensivas, ao contrário do que tinha sido no segundo tempo. Foram 12 finalizações do mandante na segunda etapa, sendo nove finalizações de dentro da área alviverde, das 12, cinco foram no gol. Dentre elas, o gol do time baiano com cabeceio de David Duarte, que marcou após jogada ensaiada em cobrança de escanteio curto.

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O domínio do Bahia foi tanto que o Palmeiras não tinha finalizado no segundo tempo até os 73 minutos, mas a partir do momento que as substituições foram feitas em ambos os lados, o jogo ficou menos preso e mais propenso a um cenário de contra-ataques e um jogo mais rápido. As entradas de Sosa, Felipe Anderson e Lucas Evangelista mudaram a dinâmica do Verdão, onde o time se montou em um 4-3-3 com um meio de campo mais equilibrado e com mais velocidade pelas pontas. Demorou pro esquema surtir o efeito esperado, mesmo com as mudanças o Tricolor manteve o ímpeto ofensivo. A entrada de Ademir pelo lado direito gerou diversas situações perigosas que pararam no goleiro Carlos Miguel e no bloqueio fundamental de Giay, que tirou uma bola em cima da linha, em chute de Everton Ribeiro.

Com algumas escapadas com Sosa, o Verdão tentou se colocar de volta no jogo, tentando agredir um Bahia que marcava bem as jogadas de velocidade, dando poucas brechas para finalizações. No segundo tempo, foram apenas 5 finalizações do Palmeiras, apenas 2 no gol, um número que mostra o quão pouco o time visitante chegou ao gol do adversário. Porém, em uma cobrança de escanteio, Santiago Mingo acabou desviando contra o próprio patrimônio e marcando o gol que selou a vitória do alviverde aos 89 minutos, no apagar das luzes.

Próximos jogos

O Palmeiras volta a campo nesta quarta-feira (8), contra o Junior Barranquilla (Colômbia) fora de casa, pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores. O Bahia jogará apenas no sábado (11) contra oMirassol, jogo pela 11° rodada do Brasileirão, no estádio Maião, casa do Mirassol.