Rafaela Silva, judoca carioca de 33 anos, conquistou a medalha de ouro na categoria até 63kg no Grand Slam de Paris. O resultado encerrou um jejum brasileiro na competição, já que o país não subia ao lugar mais alto do pódio desde 2016, com Mayra Aguiar.
A postura agressiva de Rafa não foi o único destaque de sua atuação. A brasileira mostrou solidez defensiva, dificultando a pegada da adversária na gola e antecipando movimentos com precisão. Ao usar o peso da rival a seu favor, conseguiu neutralizar contra-ataques e manter o controle do combate.
Na final, Rafaela aplicou um ippon preciso para derrotar a mongol Enkhriillen Lkhagvatogoo em apenas 39 segundos, confirmando com autoridade a transição da categoria até 57kg para a até 63kg. A mudança faz parte da preparação para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028.
Mesmo com o aumento de peso, a judoca mostrou que mantém a velocidade e a intensidade como marcas registradas. Entre 2016 e 2026, Rafa trabalhou para equilibrar força, explosão e inteligência tática, aprimorando tanto a pegada quanto a finalização. O resultado é uma atleta cada vez mais perigosa não só em pé, mas também no solo.
Antes da decisão, Rafaela enfrentou a atual campeã mundial, Joanne Van Lieshout. O duelo foi decidido apenas no Golden Score, após mais de sete minutos de combate, quando a adversária acabou punida com três shidos por passividade.
Nas quartas de final, a brasileira também teve um confronto duro, usando um waza-ari de contra-golpe para superar a japonesa Kirari Yamaguchi.
Com o título em Paris, Rafaela Silva deve entrar pela primeira vez no top 10 do ranking mundial na categoria até 63kg.
O que vem por aí
Rafaela volta aos tatames no Grand Slam de Tashkent, no Uzbequistão, a partir do dia 27 de fevereiro. Na sequência, a judoca disputará o Grand Prix da Áustria e o Grand Slam de Tbilisi, ambos em março.
Além das competições, a Confederação Brasileira de Judô planeja um Treinamento de Campo Internacional em Pindamonhangaba ainda neste mês.

