O retorno emocionante de uma lenda do esqui se transformou em uma das narrativas mais dramáticas do meio esportivo. Lindsey Vonn sofreu, no último domingo (8), um trágico acidente ao descer a pista Olympia delle Tofane em apenas 13 segundos, causando grande preocupação dos telespectadores e levando a forte questão dos limites do corpo no esporte.
Em 2024 a atleta decidiu voltar às pistas após seis anos de aposentadoria, já com uma cirurgia de substituição parcial do joelho, que agora conta com uma prótese de titânio. O recomeço foi marcado por uma forma física surpreendente que a fez vencer etapas da Copa do Mundo.
Nove dias antes das Olimpíadas, Vonn rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho em um dos treinos. A tragédia anunciada foi definida quando ela decidiu competir em Downhill, com o discurso de que tentaria enquanto houvesse chances.
O pior ainda estava por vir, Lindsey se desequilibrou após um salto durante a sua descida na competição, mesmo tocando em um dos portões para sinalizar o que aconteceu ela caiu de forma violenta sobre sua perna esquerda, a perna lesionada anteriormente. O resgate durou cerca de 30 minutos e foi marcado pelos gritos da atleta.
Vonn se encontra em estado estável após realizar uma cirurgia de emergência para recuperar uma fratura na perna e encerrou de forma drástica sua participação olímpica.
Sua companheira de equipe, Breezy Johson, dedicou mais tarde seu ouro para Vonn, chamando-a de “a maior de todos os tempos”.
O acidente de Lindsey abre precedentes para questionarmos a linha tênue entre o heroísmo e a negligência de se competir com lesões. Para além disso, até que ponto as federações e os médicos devem validar riscos pelo “espírito esportivo”?
Lindsey não precisava daqueles 13 segundos para provar que era a maior, mas talvez precisasse deles para entender os limites de seu corpo.

