Mundial será sediado, pela primeira vez na história, em um país sul-americano; Evento já é apontado como o maior da modalidade em número de atletas inscritas
Nessa quarta-feira (20), a Arena Carioca 2, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, receberá a 41ª edição do Mundial de Ginástica Rítmica. Segundo a Federação Internacional de Ginástica (FIG), esta edição será a maior da história: 78 países confirmados, com 111 atletas no individual e 36 conjuntos.
“Desde já antecipo que o Mundial do Rio de Janeiro será um evento inesquecível”, afirmou Henrique Mota, presidente da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica).
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Representantes do Brasil
No individual, o Brasil será representado por Bárbara Domingos (AGIR/PR) e Geovanna Santos (INCESP/ES) como titulares, além de Maria Eduarda Alexandre (AGITO/PR) como reserva.
No conjunto, a equipe brasileira será formada por Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pircio, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira.
Comparação com edições anteriores
Na edição passada, em Valência (Espanha), participaram 62 países, com 92 atletas e 24 conjuntos. O Brasil se torna agora o primeiro país da América do Sul a sediar o Mundial.
“Esses números também elevam o grau da nossa responsabilidade. Vamos demonstrar toda a nossa capacidade de organização, nosso esforço e entrega ao trabalho, além de muita hospitalidade e simpatia”, destacou Henrique Mota.
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O diretor-geral da CBG e vice-presidente da UPAG (União Pan-Americana de Ginástica), Ricardo Resende, também celebrou: “A 41ª edição será histórica por diversos ângulos. Além disso, não basta ser a maior: vamos realizar também a melhor competição que a FIG já teve. Estou muito satisfeito com o número recorde de países participantes do nosso continente. Ao todo, teremos ginastas de 18 nações das Américas na Arena.”
Curiosidades
Nos últimos 15 anos, o Brasil já conquistou 18 medalhas em competições internacionais no conjunto de ginástica rítmica: 7 de ouro, 6 de prata e 5 de bronze.

No individual, Bárbara Domingos é o grande destaque. Medalhista de prata nos Jogos Sul-Americanos de 2018, ela conquistou três ouros e uma prata no Pan de 2021, além de pódios em etapas da Copa do Mundo. Em 2023, brilhou nos Jogos Pan-Americanos com cinco medalhas, incluindo o ouro no individual geral e, em 2024, levou outro ouro no Pan de Ginástica Rítmica.

Já Geovanna Santos soma conquistas recentes. Em 2024, no Pan-Americano realizado em Assunção (Paraguai), levou duas pratas e dois bronzes: no individual geral (bronze), por equipes (prata) e no arco (prata).
Ouro inédito na Copa do Mundo
Em 2025, o Brasil conquistou seu primeiro ouro na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, em Milão, na Itália, no conjunto geral. A equipe formada por Duda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Sofia Pereira e Nicole Pircio superou adversárias tradicionais e marcou história.

Na mesma temporada, o país ainda conquistou o bronze na final da série mista, ficando atrás apenas de China e Japão.