Brasileirão 2026 tem primeira equipe rebaixada e disputa acirrada contra o Z-4

Chapecoense não tem mais chances matemáticas de permanecer na Série A, enquanto vitória do Internacional muda a configuração da zona de rebaixamento; projeções apontam 45 pontos como margem segura para escapar

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A reta final do Campeonato Brasileiro teve mudanças importantes na luta contra o rebaixamento após os jogos de terça-feira (3). A Chapecoense se tornou a primeira equipe matematicamente rebaixada para a Série B, enquanto o Internacional venceu o Coritiba e deixou a zona. O Mirassol também conquistou três pontos e chegou aos 40, aumentando sua distância em relação ao Z-4. Com cinco rodadas restantes, Remo, Corinthians, Grêmio e outros clubes ainda enfrentam riscos diferentes na disputa pela permanência na elite do futebol.

Chapecoense é a primeira rebaixada e Remo segue em situação delicada

A derrota por 2 a 1 para o Mirassol, na Arena Condá, confirmou o rebaixamento da Chapecoense. A equipe catarinense saiu na frente com Kauan, mas sofreu a virada com gols de Reinaldo, de pênalti, e Anderson, contra. Com apenas 21 pontos em 33 partidas, o clube não consegue mais alcançar a pontuação necessária para deixar a zona de rebaixamento, mesmo que vença todos os compromissos restantes. A campanha encerra a possibilidade de permanência na Série A e transforma a Chapecoense na primeira equipe a ter a queda confirmada nesta edição.

Foto: Divulgação/ Chapecoense

O Remo aparece como o segundo clube em situação mais preocupante. Com 29 pontos, a equipe paraense ocupa a 19ª colocação e tem 99,6% de probabilidade de rebaixamento, segundo a projeção do ValorFinal, atualizada em 4 de novembro. Embora ainda exista possibilidade matemática de permanência, o time precisa aproveitar as partidas restantes para somar pontos e depender de tropeços dos concorrentes. O confronto contra a Chapecoense, marcado para 18 de novembro, ganha importância nesse cenário, especialmente por representar uma oportunidade de pontuar diante de um adversário que já teve a queda confirmada.

Vitória do Internacional muda a configuração do Z-4

O Internacional conquistou uma vitória importante na luta pela permanência ao derrotar o Coritiba por 1 a 0, no Beira-Rio. O gol de Alerrandro saiu nos acréscimos do segundo tempo, em cobrança de pênalti, e garantiu três pontos fundamentais para o Colorado. Com o resultado, a equipe chegou aos 38 pontos e deixou a zona de rebaixamento, assumindo a 16ª posição. A vitória também aumentou a pressão sobre Corinthians e Grêmio, que ainda não disputaram seus compromissos pela 34ª rodada.

Foto: Divulgação/Internacional

O Mirassol também ganhou fôlego ao vencer a Chapecoense fora de casa. Com 40 pontos, o clube ocupa a 12ª colocação e reduziu seu risco de queda para 14,4%, conforme a mesma projeção estatística. Mesmo assim, a equipe ainda não está matematicamente livre do rebaixamento. Entre os clubes que permanecem mais ameaçados, Grêmio e Corinthians aparecem com 49,3% e 44,3% de chances de queda, respectivamente, enquanto o Internacional tem 37%. Os percentuais mostram que a disputa segue aberta e que os resultados dos jogos pendentes podem alterar novamente a configuração da tabela.

Quantos pontos são necessários para escapar do rebaixamento?

A marca de 45 pontos continua sendo uma referência importante para os clubes que buscam garantir a permanência na Série A. Segundo as projeções do ValorFinal, equipes que alcançarem essa pontuação terão menos de 1% de probabilidade de rebaixamento. A estimativa é que o 16º colocado termine o campeonato com aproximadamente 43 pontos, enquanto o 17º deve encerrar a competição com cerca de 42. Isso indica que a pontuação necessária para escapar pode ficar abaixo dos tradicionais 45 pontos, mas alcançar essa marca representa uma margem de segurança maior.

As projeções da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também ajudam a dimensionar a disputa. De acordo com o levantamento, uma equipe que terminar com 44 pontos apresenta 2,7% de probabilidade de rebaixamento. Com 43 pontos, o risco sobe para 13,9%, enquanto quem fechar com 42 pontos enfrenta uma possibilidade de queda de 41,1%. Dessa forma, cada ponto conquistado nas rodadas restantes pode fazer diferença na classificação final. Para os clubes que ainda estão próximos da zona de rebaixamento, a prioridade é somar resultados positivos antes que a disputa chegue às últimas partidas.