O Palmeiras e o Estudiantes vão disputar a final da Copa Libertadores no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Nesta quinta-feira (22), o clube argentino eliminou o Flamengo nos pênaltis e confirmou o confronto contra o Verdão, que havia superado o Fluminense na quarta-feira (21), também nas penalidades. O Palmeiras venceu a disputa por 5 a 3, enquanto o Estudiantes avançou por 3 a 2, com três cobranças defendidas pelo goleiro Fernando Muslera.
A decisão reúne dois clubes que já disputaram o título continental em 1968. O Palmeiras retorna ao estádio onde conquistou a Libertadores de 2021 e busca o tetracampeonato. Do outro lado, o Estudiantes tenta conquistar sua quinta taça e voltar ao topo da América do Sul após 17 anos. A final também pode definir a liderança isolada entre os países com mais títulos da competição: Brasil e Argentina chegam à decisão empatados com 25 conquistas cada.
Palmeiras e Estudiantes revivem final de 1968
O confronto entre Palmeiras e Estudiantes representa uma revanche da decisão da Libertadores de 1968. Na ocasião, os argentinos venceram o primeiro jogo por 2 a 1, em casa, mas perderam a segunda partida por 3 a 1, em São Paulo. Como o regulamento da época não considerava o saldo de gols como critério de desempate, foi necessário realizar um terceiro confronto, em campo neutro.
No dia 18 de maio de 1968, no próprio Estádio Centenário, o Estudiantes venceu por 2 a 0 e conquistou sua primeira Libertadores. Um dos protagonistas daquela campanha foi Juan Ramón Verón, pai do atual presidente do clube, Juan Sebastián Verón. O atacante marcou gols nos três jogos da decisão e se tornou um dos grandes nomes da história da equipe argentina.
Quase seis décadas depois, os clubes voltam ao mesmo palco para decidir a competição. Desta vez, porém, o título será definido em uma única partida, sem a possibilidade de um jogo extra. O reencontro dá à final um componente histórico que vai além da disputa pelo troféu.
Estudiantes volta à final após 17 anos
O Estudiantes retorna à decisão da Libertadores pela primeira vez desde 2009, quando conquistou seu quarto título continental. Naquela campanha, a equipe argentina enfrentou o Cruzeiro na final: depois do empate por 0 a 0 na partida de ida, em La Plata, venceu por 2 a 1 no Mineirão e levantou a taça.
A história do clube na competição começou justamente com a conquista de 1968. Depois daquele título, o Estudiantes venceu as edições de 1969 e 1970, estabelecendo uma sequência de três conquistas consecutivas. Em 2009, voltou a levantar a taça e agora tem a oportunidade de alcançar o pentacampeonato.
A trajetória da equipe em 2026 também chama a atenção. O Estudiantes somou apenas nove pontos na fase de grupos, com duas vitórias, três empates e uma derrota. Foi o terceiro pior classificado entre os times que avançaram ao mata-mata, mas cresceu durante as eliminatórias e conquistou suas classificações como visitante contra Universidad Católica, Corinthians e Flamengo.
A classificação para a final veio após dois empates sem gols contra o Flamengo. No Maracanã, o goleiro Fernando Muslera defendeu três cobranças na disputa por pênaltis e garantiu a vitória argentina por 3 a 2. O resultado confirmou a força defensiva do Estudiantes e sua capacidade de superar adversários com campanhas superiores na primeira fase.
Palmeiras tenta quebrar escrita contra argentinos
Apesar de buscar seu quarto título da Libertadores, o Palmeiras tem um retrospecto desfavorável nas finais disputadas contra clubes argentinos. Nas duas decisões anteriores contra equipes do país vizinho, o Verdão terminou como vice-campeão. A primeira derrota ocorreu justamente diante do Estudiantes, em 1968. A segunda foi contra o Boca Juniors, em 2000, quando o Palmeiras perdeu a decisão nos pênaltis, após dois empates: 2 a 2 na Argentina e 0 a 0 em São Paulo.
Agora, o clube paulista tem a oportunidade de mudar esse retrospecto e conquistar o tetracampeonato diante de um adversário que já o superou em uma decisão continental. O título também representaria uma resposta após o vice-campeonato de 2025, quando o Palmeiras perdeu para o Flamengo por 1 a 0.
Andreas Pereira volta ao palco de episódio marcante
A final também pode representar um reencontro especial para Andreas Pereira. O meio-campista atuava pelo Flamengo na decisão da Libertadores de 2021, disputada no Estádio Centenário, quando perdeu a bola na jogada que terminou no gol de Deyverson e garantiu o título ao Palmeiras na prorrogação.
Cinco anos depois, o jogador pode voltar ao mesmo estádio, desta vez defendendo o clube paulista. O reencontro adiciona um componente pessoal à decisão: Andreas terá a oportunidade de disputar uma nova final continental no palco de um dos episódios mais marcantes de sua trajetória no futebol brasileiro.
Palmeiras busca o tetracampeonato em Montevidéu
O Palmeiras chega à decisão com a possibilidade de conquistar sua quarta Libertadores e ampliar sua marca como um dos clubes brasileiros de maior destaque na história do torneio. O time foi campeão em 1999, 2020 e 2021 e disputará sua oitava final na competição. Esta será também a quarta decisão do clube em sete anos, considerando as finais de 2020, 2021, 2025 e 2026.
O Estudiantes, por sua vez, tenta conquistar sua quinta Libertadores após 17 anos. Além da chance de voltar ao topo do continente, o clube argentino pode encerrar a sequência de títulos brasileiros iniciada em 2019 e fazer com que a Argentina volte a conquistar a competição pela primeira vez desde 2018, quando o River Plate venceu o Boca Juniors na final.

