O Remo e o Red Bull Bragantino ficaram no empate por 1 a 1 na noite deste domingo (18), no Mangueirão, em jogo disputado e com gols anulados, pela 31ª rodada do Brasileirão. O confronto colocou frente a frente dois times de momentos opostos, e o equilíbrio em campo contrastou com a distância entre os dois na tabela.
O Remo entrou pressionando. O time começou de forma ofensiva e criou boas chegadas, mas, nas duas primeiras oportunidades, Marcelinho e Gabriel Taliari não conseguiram finalizar. Esse foi o retrato da etapa inicial para o Leão: volume de jogo, mas pouca pontaria. A equipe encontrou dificuldades para acertar o último passe.
O Bragantino aproveitou. A falta de aproveitamento dos mandantes motivou os paulistas, que passaram a dominar o jogo. Por volta dos 10 minutos do primeiro tempo, Lucas Barbosa abriu o placar para os visitantes. O atacante, que chegava ao jogo como artilheiro do time na competição, com seis gols, mostrou por que ocupa esse posto. Pouco depois, Fernando chutou a gol, mas o VAR flagrou toque de mão do atacante bragantino na disputa. O Remo foi para o intervalo atrás no placar, sob a pressão de sua torcida.

A reação do Leão
A volta do intervalo mudou o roteiro. Jajá entrou no lugar de David Braga e, aos 10 minutos do segundo tempo, empatou com uma finalização de longe que o goleiro Tiago Volpi não conseguiu conter. O gol saiu de uma jogada em que Gabriel Taliari ajeitou a bola fora da área para Jajá, que cortou o marcador e bateu rasteiro. A substituição funcionou e devolveu ao Remo a energia que faltava.
Depois do empate, o time continuou em busca da virada. O Remo também teve um gol anulado: Taliari tocou para Marlon, que chutou forte e marcou, mas estava em posição de impedimento. O Bragantino respondeu e voltou a ameaçar. Fernando finalizou, e Ivan salvou o Remo. Wallace Yan também parou nas defesas do goleiro. Nos acréscimos, aos 46 minutos, Herrera arriscou de longe, mas a bola não entrou.
Os números reforçam a leitura de que o Remo fez o suficiente para buscar mais. O time teve 54% de posse de bola e finalizou 22 vezes, contra 16 do adversário. No fim, a diferença entre dominar e vencer ficou na falta de eficiência e nos gols anulados.

O Remo e a corrida contra o Z-4
Para o Remo, o ponto é pouco. Com 26 pontos, o time ocupa a penúltima colocação, a sete pontos de deixar o Z-4. Jogando em casa, diante da torcida e contra um adversário do meio da tabela, o empate deixa a sensação de oportunidade desperdiçada, ainda mais para um time que segue sem vencer há uma longa sequência no campeonato.
O contraste com o primeiro turno ajuda a medir a dimensão do problema. Quando o Bragantino venceu o Remo por 4 a 2 na 12ª rodada, o Remo era o 19º colocado, com oito pontos. O Leão avançou em pontos desde abril, mas a posição na tabela é a mesma, e o tempo para reverter o quadro diminui a cada rodada.
O Bragantino e a vaga continental
Para o Bragantino, o cenário é confortável, mas travado. O time chegou a 41 pontos e segue na 10ª posição, perdendo a chance de ultrapassar o São Paulo, que é o nono colocado, com 42 pontos. A posição mantém o clube paulista dentro da faixa de classificação para a Copa Sul-Americana e, a depender dos resultados das competições continentais e da Copa do Brasil, o Brasileirão pode ampliar o número de vagas para a Libertadores. Em abril, o time era o oitavo colocado, com 17 pontos, então a equipe de Vágner Mancini se manteve na parte de cima da tabela. Mas deixar pontos fora de casa contra um time da zona de rebaixamento pesa para quem quer sonhar com algo além da Sul-Americana.

O que vem pela frente
Os dois voltam a campo na 32ª rodada. O Remo visita o Cruzeiro no Mineirão, em Belo Horizonte, na sexta-feira, e o Bragantino enfrenta o Palmeiras no sábado, na Arena Barueri. O calendário não oferece folga ao Leão: são desafios fora de casa, contra adversários de camisa pesada, e o time precisa transformar pressão e posse de bola em vitórias.
O empate de Belém resume duas realidades. Para o Remo, foi um ponto que mantém a esperança, mas não resolve. Para o Bragantino, foi um resultado que preserva a posição, mas adia o sonho de subir ainda mais na tabela.

