O Flamengo voltou da Argentina com um empate sem gols diante do Estudiantes, nesta quinta-feira (15), pelo jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores. O resultado mantém o confronto aberto para a partida de volta, no Maracanã, mas a atuação em La Plata deixou um alerta para a equipe de Leonardo Jardim. Mesmo com um elenco tecnicamente qualificado, o Rubro-Negro teve dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades e terminou a partida sem acertar uma finalização no gol adversário.
O Estudiantes conseguiu levar perigo em diferentes momentos e teve maior volume ofensivo. Em uma das principais chances argentinas, Léo Pereira evitou o gol ao salvar a bola em cima da linha. Alex Sandro também apareceu para impedir que os donos da casa saíssem na frente. A atuação defensiva ajudou o Flamengo a sair de campo sem sofrer gols, mas o desempenho ofensivo ficou abaixo do esperado para uma equipe que busca chegar a mais uma decisão continental.
O que precisa mudar para a volta
O principal desafio do Flamengo será encontrar caminhos para atacar com mais eficiência. Em La Plata, a equipe teve dificuldades para acelerar as jogadas, superar a marcação e ameaçar o goleiro adversário. A posse de bola, por si só, não foi suficiente para controlar o confronto, principalmente diante da pressão exercida pelo Estudiantes em boa parte da partida.

No Maracanã, o Rubro-Negro precisará aproveitar melhor os espaços, dar mais velocidade à circulação da bola e aproximar seus jogadores de ataque. A movimentação ofensiva também será importante para evitar que o time dependa de jogadas individuais ou de cruzamentos previsíveis. Em uma semifinal decidida em dois jogos, criar chances claras pode fazer a diferença entre administrar a vantagem de jogar em casa e transformar a partida em uma disputa de nervos.
Ao mesmo tempo, a equipe não pode abrir mão da segurança defensiva que mostrou na Argentina. O Estudiantes já demonstrou que consegue pressionar e encontrar oportunidades, e um gol dos visitantes pode aumentar a tensão no Maracanã. O equilíbrio entre agressividade e organização será fundamental para que o Flamengo assuma o controle sem oferecer espaços ao adversário.
O peso de mais uma decisão continental
A classificação também representa a possibilidade de o Flamengo disputar sua quinta final de Libertadores desde 2019, em um intervalo de oito anos. Nesse período, o clube construiu uma trajetória marcante no torneio, com decisões que ajudam a explicar o peso da camisa rubro-negra na competição.
Em 2019, o Flamengo conquistou o bicampeonato ao virar sobre o River Plate por 2 a 1, com dois gols de Gabigol nos minutos finais. Dois anos depois, voltou à decisão, mas perdeu para o Palmeiras por 2 a 1 na prorrogação. Em 2022, a equipe se recuperou e venceu o Athletico-PR por 1 a 0, com gol de Gabigol. Já em 2025, superou novamente o Palmeiras, desta vez por 1 a 0, com gol de Danilo, e se tornou o primeiro clube brasileiro a conquistar quatro títulos da Libertadores.
A sequência mostra que o Flamengo está acostumado a disputar jogos de alto nível na reta decisiva, mas o histórico não garante a classificação. Para chegar a mais uma final, o time precisará transformar a experiência em desempenho dentro de campo, especialmente depois de uma atuação pouco produtiva no primeiro encontro com os argentinos.
Maracanã será o palco da decisão
O confronto de volta está marcado para a próxima quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã. Como não há gol qualificado fora de casa, uma vitória do Flamengo garante a vaga na final. Se houver novo empate no placar agregado, a decisão será nos pênaltis. Já uma vitória do Estudiantes elimina o Rubro-Negro.

O empate na Argentina mantém o Flamengo vivo e dá ao time a oportunidade de decidir diante da própria torcida. Agora, porém, será necessário apresentar uma versão mais incisiva no ataque e aproveitar o fator casa. A vaga está em aberto, e o caminho para a final passa por corrigir os problemas que apareceram em La Plata.

