Depois do 1 a 1 na ida, no Mineirão, o Clássico Mineiro teve o capítulo decisivo nesta terça-feira (1º), na Arena MRV. Em uma partida cheia de emoção na parte final, o Atlético-MG buscou o resultado sofrido após uma expulsão no time do Cruzeiro, que desequilibrou o duelo, mas confirmou a superioridade dos 90 minutos e fechou a eliminação da Raposa por um placar agregado de 3 a 2, levando o Galo forte e vingador às semifinais da competição.
Como foi o duelo
O primeiro tempo foi do Cruzeiro. Aos 30 minutos, Vitão, que entrou na vaga de Ruan Tressoldi, cometeu o pênalti em Kaio Jorge, e o próprio atacante converteu a cobrança no ângulo direito do goleiro Everson, abrindo o placar e colocando a Raposa à frente no agregado. O Galo teve dificuldade de furar a defesa organizada por Arthur Jorge e foi para o intervalo atrás no placar.
O panorama da partida mudou aos 16 minutos do segundo tempo, quando o volante cruzeirense Villalba, que já tinha sido advertido, cometeu uma falta em Cuello e foi expulso. A partir desse momento, a partida se transformou em ataque atleticano contra a defesa do Cruzeiro. Com um homem a mais, o Galo passou a pressionar de forma mais constante e encontrou a virada em uma sequência de dez minutos: aos 32, Fred acionou Victor Hugo dentro da área, que girou e bateu para empatar a partida. Aos 43, em jogada de Cuello e com assistência de Victor Hugo, Fred finalizou de perna esquerda no canto, marcando seu primeiro gol em seu retorno e fechando o caixão: 2 a 1, eliminando o rival.
Análise tática: a superioridade numérica que destravou o jogo
Enquanto teve 11 contra 11, o Cruzeiro executou bem o plano defensivo de Arthur Jorge: linhas compactas, pouca exposição e eficiência no único lance de perigo criado, convertendo em pênalti. O Atlético, apesar de mais posse e volume de jogo, esbarrava na organização do time celeste e não conseguia romper a última linha com objetividade.
Com a expulsão de Villalba, a lógica da partida mudou completamente. Sem um homem no sistema defensivo, o Cruzeiro precisou recuar ainda mais, perdendo a compactação entre linhas e abrindo mais espaço nos corredores internos, exatamente a região que Victor Hugo passou a ocupar com liberdade. O Galo aproveitou a superioridade numérica para aumentar a circulação pelo lado de Cuello, que criou a jogada do segundo gol, para criar uma sobrecarga ofensiva, sufocando a saída de bola adversária, o que resultou em dois gols em um pequeno intervalo de tempo. Fred, ainda se adaptando ao time, foi decisivo tanto na construção do primeiro gol quanto na finalização do segundo, sendo eleito o melhor em campo.

A vingança atleticana
O resultado tem um contorno simbólico: foi justamente o Cruzeiro quem eliminou o Atlético-MG da Copa do Brasil na edição de 2025, nas quartas de final. Um ano depois, na mesma fase da competição, o Galo devolve o placar e avança sobre o rival, consumando sua vingança no Clássico Mineiro.
O fator Barba
A vitória também reforça o momento do técnico Eduardo “Barba” Dominguez, que chegou a estar sob forte pressão em função de resultados instáveis à frente do Galo. Antes do clássico, porém, o time já estava em uma sequência positiva, chegando a 11 jogos de invencibilidade. Com a classificação sobre o Cruzeiro, essa marca ganha mais relevância: além de eliminar o maior rival em disputa direta, Dominguez mantém a invencibilidade na eliminatória mais desgastante da temporada até aqui.
O que vem pela frente
Com a vaga garantida, o Atlético-MG aguarda o vencedor do confronto entre Grêmio e Internacional para conhecer o adversário da semifinal da Copa do Brasil.


