Diante do número recorde de mais de 59 mil torcedores, o Cruzeiro abriu o placar com um golaço de Arroyo, mas viu o rival empatar logo na sequência, com um chute preciso de Renan Lodi, que passou entre o goleiro e a trave. Agora, as equipes decidem quem se classifica para as semifinais da Copa do Brasil no dia 1º de setembro, na Arena MRV. Arthur Jorge avaliou que a Raposa teve o controle da partida, mas reconheceu que faltou mais agressividade para aproveitar as oportunidades diante de um Atlético-MG mais preocupado em se defender.
“Eu diria que foi mais um jogo dominante do Cruzeiro. Fomos uma equipe que dominou o jogo e, dentro do que foi o nosso jogo, tivemos pela frente um adversário mais preocupado em se defender e não sofrer. Foi um jogo com poucas finalizações, em que não pisamos muito na área. Não aproveitamos toda a energia que veio de fora, da nossa torcida, porque tivemos momentos do jogo em que fomos mais pausados, quando o jogo pedia mais aceleração, mais intensidade, mais nervos lá dentro”, afirmou.
O treinador também analisou o resultado e destacou que o empate mantém a disputa em aberto para o jogo de volta.
“É um resultado que acaba por ser, creio, mais favorável ao adversário do que para nós, quanto àquilo que era a ambição das equipes. Estamos preparados para o que vai ser o jogo da volta, porque sabíamos que esse jogo não ia definir rigorosamente nada na eliminatória”, completou.
O português também manteve o discurso de que não vai priorizar competições, visando o confronto contra o Vasco, no Rio de Janeiro, neste final de semana.
“Tenho que ver como os jogadores estão, porque temos três dias até o jogo contra o Vasco. Sabemos que esse jogo da Copa será um muito importante para nós, porque nós temos mais um jogo para conseguir a nossa continuidade. Vamos entender como estão os jogadores, de que forma nós conseguimos fazer a gestão de todo o grupo, porque não podemos deixar de ter que ganhar em São Januário porque é um campeonato no qual estamos em uma crescente e temos objetivos mais altos do que aqueles onde nos encontramos hoje”, destacou.
Outras respostas de Arthur Jorge
O que falta para o Cruzeiro garantir os resultados?
“Tivemos, no primeiro tempo, alguns momentos e eu chamei a atenção disso no intervalo. Alguns lances em que fomos displicentes, em que perdemos a bola onde nada justificava, mais por culpa nossa do que do adversário.
No lance em que sofremos o gol, perdemos a bola duas vezes e depois, com muita gente na nossa área, porque perdemos a bola na intermediária defensiva. Mesmo com superioridade nossa, acabou acontecendo o movimento nas costas do Fagner e um passe que permitiu a finalização entre o Otávio e a trave. É difícil de nós estarmos à procura, porque os gols normalmente acontecem em sequências de erros ou em momentos em que nós permitimos.
Temos que ser mais competitivos nos momentos em que não podemos facilitar, como acabamos fazendo. Como no momento da perda da bola, em que, depois de 20, 30 segundos, resulta no gol do adversário”.
Coincidência de resultados e segundo jogo
“Essa coincidência de resultados, eu creio que não é por acaso. É aquilo que reflete o equilíbrio entre as equipes e também aquilo que é a ambição das equipes para seguirem em frente na Copa, sabendo que tem dois momentos diferentes, o primeiro e o segundo jogo.
Para nós, não resta outra alternativa que não ter a ambição de poder ir ganhar o jogo na casa do adversário, porque sabemos que esse é o único caminho que nos permite continuar. E, como eu lhe disse, essa Copa é para nós um grande objetivo e, portanto, estaremos preparados e determinados para fazer um resultado melhor do que este.
Não sendo este um mau resultado, é um resultado que deixa tudo em aberto para uma decisão na casa do nosso adversário, onde nós temos que nos impor também e mostrar não só competência, mas também qualidade e, sobretudo, finalização”.
Qual foi a principal deficiência do Cruzeiro jogando em casa?
Eu acho que foi mais uma falta de encontrar esse caminho. Sabíamos que eles iriam se defender com uma linha de cinco, com os três zagueiros e os dois laterais. Sabíamos que, do lado direito, o Cuello fazia esse corredor para fechar essa linha. Sabíamos que isso podia acontecer. Sabíamos que eles teriam um bloco médio baixo.
Nos momentos em que tivemos a bola, empurramos a equipe deles para trás no segundo tempo, mas acho que faltou capacidade para nós encontrarmos o caminho do gol. Por isso digo: menos baliza, menos finalizações, menos agressividade ofensiva. Acho que é isso que temos que corrigir para o jogo da volta, porque, no geral, eu acho que foi isso que faltou mais do que qualquer outra situação”.
Sequência do Cruzeiro
Com 39 pontos e na quinta colocação, o Cruzeiro vai até São Januário enfrentar o Vasco neste sábado (29), que busca subir na tabela e sair da zona da degola. Os dois times se enfrentam às 21h20 deste sábado, em confronto válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

