Ana Marcela Cunha voltou a escrever seu nome na história da natação em águas abertas. A campeã olímpica completou, pela primeira vez na carreira, a travessia do Canal da Mancha nesta quarta-feira (22) e estabeleceu o novo recorde sul-americano da prova entre homens e mulheres. A brasileira percorreu os cerca de 37 quilômetros em 8h27min12s.
Com o resultado, Ana Marcela superou a antiga melhor marca de uma brasileira na travessia, que era de 9h40min, registrada por Ana do Amaral Mesquita. Os recordes mundiais seguem com a tcheca Yvetta Hlavácová, entre as mulheres, com 7h25min, e com o alemão Andreas Waschburger, entre os homens, com 6h45min25s.
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A travessia do Canal da Mancha era um dos principais objetivos da temporada da nadadora. Dona de 16 medalhas em Campeonatos Mundiais e campeã olímpica em Tóquio 2020, ela escolheu o desafio como prioridade após o ciclo de Paris 2024 e conseguiu completar o percurso logo no segundo dia da janela disponível para a tentativa.
Considerada uma das provas mais tradicionais e exigentes da modalidade, a travessia liga Inglaterra e França e costuma exigir um percurso superior aos 33 quilômetros em linha reta por causa das correntes marítimas. Além da distância, os atletas enfrentam baixas temperaturas da água, mudanças constantes de maré e condições climáticas imprevisíveis, fatores que tornam o Canal da Mancha um dos maiores desafios das águas abertas.
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