Ceará derrota o 3B na volta do Brasileirão Feminino A2 e reacende sonho da classificação

: Vitória por 2 a 1 mantém equipe alvinegra na disputa por vaga entre as oito melhores da competição

Foto: Divulgação/Wellerson Gomes

O time feminino do Ceará venceu o 3B da Amazônia por 2 a 1 no último domingo (12) e somou mais três pontos no Brasileirão Feminino A2 (segunda divisão), na retomada da competição após a pausa para a Copa do Mundo.

Aos 34 minutos do primeiro tempo, Jady, camisa 7, abriu o placar para o Alvinegro cearense, que, desde os primeiros minutos, se mostrou dominante. Apesar disso, Carla empatou para o Instituto 3B. Nos acréscimos, porém, Jady apareceu novamente pela direita e, após cruzamento para a área, Geovana marcou o gol da vitória da equipe da casa.

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O resultado recoloca o Ceará na briga por uma vaga no mata-mata da competição. Assim como na Série A1 do Brasileirão Feminino, as oito melhores equipes avançam para a fase eliminatória.

A volta do Ceará para o Brasileirão Feminino

Foto: Divulgação/Ceará

O Ceará conquistou o título de campeão da série A2 (segunda divisão) em 2022, e consequentemente o acesso a elite do Brasileirão Feminino. Jogadoras como Edna, Jady e Thaís Helena fizeram parte desse feito, mas em 2023 o time, de forma negativa, foi o centro de noticiários esportivos. Com a queda da equipe masculina para a série B naquele ano, sobrou para as jogadoras da equipe feminina sofrerem as consequências. Houveram desmanches, falta de estrutura e falta de investimento para a modalidade na instituição que se mostrava, cada vez mais, capacitada. Foi então que o Ceará decidiu fechar suas portas para essas mulheres.

O futebol feminino cearense ficou sem o representante alvinegro por três temporadas, e em janeiro de 2026, disposto a disputar a série A3 (terceira divisão) do Brasileirão, o clube recebeu um convite da CBF para substituir o time do Avaí Kindermann, que desistiu da vaga. A diretoria viu a proposta com bons olhos e prontamente, aceitou o convite.

Jogos sem transmissões e portões fechados para a torcida

O futebol feminino brasileiro ainda enfrenta alguns percalços para existir plenamente, e quando se trata de séries A2 e A3, o cenário fica ainda pior. A ausência de transmissão ampla do Campeonato Brasileiro Feminino da segunda e terceira divisão ocorre porque os grandes canais de TV aberta e fechada consideram o torneio comercialmente menos rentável. Discursos esses que não condizem com o comportamento de grandes emissoras que estão em disputa para a compra de transmissão dos jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece no Brasil.

Levando em consideração que jogos de portões fechados também dificultam a fomentação da equipe, a criação de elo com torcedores, o desenvolvimento pleno da modalidade e a presença de imprensa nas partidas. Sobre o tema, o Ceará se manifestou por meio de nota, alegandoque a decisão está relacionada às limitações estruturais dos locais onde a equipe manda seus jogos.

No entanto, vale lembrar que em algumas oportunidades o time atuou no estádio Presidente Vargas (PV), localizado na capital cearense, e teve bons retornos vindos da torcida, que quando oportunizada, acompanha a modalidade.

Com relação a não permissão da torcida, o Ceará informa que os jogos do time feminino são mandados em centros de treinamento ou estádios com estruturas menores — como o Estádio Franzé Moraes, no CT Cidade Vozão, em Itaitinga (CE). Nessas praças esportivas, a limitação de espaço, a logística de segurança e a ausência de infraestrutura para venda de ingressos ao público em geral fazem com que as partidas ocorram sem a presença de torcedores.

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Próximo jogo

O técnico Erivelton Viana, em vídeo publicado nas redes sociais do clube, projetou o próximo compromisso do Ceará pelo Brasileirão Feminino A2, diante do Minas Brasília.

“A gente tem um compromisso difícil contra o Minas Brasília fora de casa, mas essa vitória de hoje foi muito importante para nos trazer confiança. Nós iremos em busca do nosso segundo objetivo, que é uma vaga entre as oito”.